quarta-feira, 20 de março de 2013

Neuróbica: exercícios para memória


Uma das mais recentes áreas de pesquisa da neurociência, a Neuróbica, constitui um programa inovador de exercícios para o cérebro. Assim como a atividade física ajuda a manter a boa forma, a Neuróbica se propõe a aperfeiçoar a capacidade mental. Essa teoria foi formulada por norte-americanos e é tema de pesquisas realizadas por neurobiólogos do Centro Médico da Universidade de Duke.
A Neuróbica tem como base princípios científicos, utilizando cinco sentidos: visão, audição, gosto, olfato e tato. Todos os sentidos são estimulados a ampliar a associação entre as diversas informações encaminhadas ao cérebro, treinando a memória e também tentando reavivar o que foi esquecido.
O cérebro procura reagir as informações novas e inéditas que chagam a cada segundo. Ao ser incentivado pelas novidades, o cérebro, mesmo em processo de envelhecimento desenvolve dentrites mais longos. Dentrites são prolongamentos neuronais que processam  as informações  formando a base do que queremos lembrar, ou seja, a memória.
A um tempo atrás uma revista científica de renome publicou um estudo que mostrava o caso dos portadores da doença de Alzheimer, onde o prolongamento dos dentrites não acontece, sendo essa uma das possíveis causas da perda de capacidade mental desses indivíduos. 
O Jornal da Globo de ontem apresentou no quadro em que curiosidades sobre o cérebro e a pauta, entrevista com o Roberto Lent, um famoso neurocientista. Ele explicou o que já era de conhecimento dos pesquisadores, os exercícios cerebrais fazem bem para a memória, um exemplo desses exercícios é fechar os olhos e tentar identificar o que está num prato de comida, utilizando tato, gosto e olfato. Ao criar a avaliação tátil, se formará um circuito neural diferente no nossos cérebro.
Alem dos sentidos, as emoções agradáveis de interações sociais, são um importante recursos para esse tipo de prática, pois existem várias pesquisas demonstrando o efeito da emoção sobre os diversos sentidos. 
Diversos medicamento são disponibilizados no mercado sob a promessa de conservar, aumentar a memória e recuperar perdas cognitivas, porem estes devem ser ingeridos sob a orientação médica e as terapias cognitivas assistidas por um profissional treinado e capacitado no assunto. 

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