quinta-feira, 4 de abril de 2013

Exercícios físicos na velhice: promotor de prazer, saúde e bem estar.


    É cada vez mais abundante a quantidade de material científico a respeito dos benefícios adquiridos por meio da prática de exercícios físicos na velhice. A adoção de um estilo de vida "ativo" auxilia na manutenção da capacidade funcional, autonomia física e diversos outros aspectos que devem ser preservados durante o ciclo de vida.
   Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, o exercício físico é definido como uma sequência sistematizada de movimentos de diferentes segmentos corporais, executados de forma planejada e com um determinado objetivo a ser atingido.
    Quando falamos em idosos, o indicado é que sejam escolhidos exercícios físicos que proporcionem prazer ao indivíduo, dessa forma a atividade torna-se significativa e inibe a possibilidade do idoso sentir-se desestimulado com o passar do tempo. Devemos ainda ser criteriosos e consultar um especialista antes de escolher o tipo de exercício, com a finalidade de prevenir riscos de lesões e outras complicações, ao considerar que os movimentos, no caso de alguns idosos, poderão ser limitados.
    Os exercícios mais indicados e considerados por muito tempo os mais adequados à população na faixa etária superior as 60 anos são os aeróbicos, o que perdurou na crença de que apenas estes poderiam ser benéficos ao idoso, principalmente quando  os idosos eram portadores de várias doenças.
    Algumas pesquisas recentes têm mostrado os benefícios da realização de treinamento com pesos para a reabilitação e profilaxia de incapacidade física em pessoas idosas. É importante que diversas formas de exercícios físicos sejam incluídas como possibilidade de prática por idosos, permitindo assim a obtenção de objetivos mais amplos, como o desenvolvimento da capacidade funcional e motora por exemplo.
    Hoje a ciência reconhece que a redução da força muscular é um dos principais fatores relacionados a queda entre idosos. Sabemos que a possibilidade de traumas e fraturas durante a realização de atividades diárias podem gerar não somente comprometimento físico, mas também traz consigo sérias consequências emocionais, hoje conhecidas com "síndrome pós-queda".
    Torna-se então necessária a realização de ações preventivas com a finalidade de diminuir fatores de risco para as quedas. Podemos, a partir desse problema, destacar a importância da musculação, uma vez que se trata de um treinamento muito eficiente para aumentar a força muscular, densidade óssea e flexibilidade, mesmo naqueles idosos mais longevos, adaptando aos limites e peculiaridades de cada um.

    Especialistas acreditam que diversos benefícios são adquiridos com a prática de exercícios físicos e entre eles estão:

  • Melhora o equilíbrio;
  • Resistência óssea e muscular:
  • Efeito preventivo e terapêutico em ralação ao Diabetes e a Hipertensão Arterial ;
  • Postura, marcha e flexibilidade; 
  • Prevenção à doenças cardiovasculares;
  • Respiração e circulação sanguínea; 
  • Proporciona auto-estima;
    Em pesquisa realizada na Universidade Estadual de Londrina, dados indicaram que a hidroginástica é uma das atividades que mais desperta interesse entre idosos, pois os movimentos feitos na água minimizam os riscos de fratura ou lesão, uma vez que não geram impacto com o solo. Ainda no leque de atividades mais procuradas e indicadas por educadores físicos estão:

  • Alongamento;
  • Natação;
  • Dança;
  • Caminhada;
  • Musculação;
  • Pedalar;


Praticar exercícios físicos é sempre muito bom, mas vale ressaltar que, para a atividade não se transformar em perigo à saúde do idoso é importante a orientação de um profissional com conhecimentos gerontológicos. 


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