quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Pneumonia em idosos, um problema cada vez maior.

     Nessa época do ano, é muito importante conversarmos sobre um problema cada vez mais frequente não só entre idosos, mas também em pessoas de qualquer faixa etária, a pneumonia. O que você sabe sobre essa doença? Tudo bem, normalmente não costuma-se buscar informações a respeito desse tipo de complicação, até que se esteja frente a uma.

        A pneumonia pode ser caracterizada como a inflamação dos pulmões e é causada principalmente por bactérias, fungos ou vírus, na linguagem técnica, chamados de agentes infecciosos. No grupo de doenças que lideram o ranking das internações hospitalares, a pneumonia encontra-se no topo. Entre os idosos é a quarta causa principal de hospitalização. Em 2010 o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde divulgou que em decorrência da enfermidade 43 mil  idosos foram a óbito no Brasil. Devido a esse dado alarmante, o ministério da saúde reforçou a campanha nacional de vacinação contra a gripe em nosso país.

       É  a doença mais prevalente entre idosos, não porque o indivíduo tende a ficar doente nessa fase da vida, mas sim por sua condição de vulnerabilidade e fragilidade que os tornam mais suscetíveis a doença. Nosso organismo tende a sofrer alterações em seu funcionamento com o passar dos anos e o sistema imunológico acompanha essas mudanças. Por isso é extremamente importante que você fique atento a como evitar esse tipo de doença e quais providências deve tomar caso note algum sinal ou sintoma. 


  
Os sintomas mais comuns são:
  • Tosse com secreção (podendo não haver sangue);
  • Febre alta;
  • Calafrios;
  • Falta de ar;
  • Dor torácica durante a respiração;

       O diagnóstico é basicamente realizado de forma simples, o médico deverá considerar a história clínica do paciente. Essas informações são coletadas através de diálogo com o próprio paciente e com familiares, exame clínico e raio-x. O tratamento é baseado no uso de antibióticos, mas vale a pena lembrar que nessa situação o plano terapêutico é realizado de acordo com o agente causador, ou seja, não é indicado o uso desses medicamentos sem recomendação médica. 
  
         As dicas de prevenção não são complicadas, vejam só: 
  • Lavar as mãos;
  • Evitar ambientes frios e úmidos sem proteção adequada;
  • Higiene oral;
  • Controle de outras doenças pré-existentes;
  • Em pacientes acamados ou com repouso prolongado, posicionar o indivíduo e o leito de forma correta, evitar uso de colchões de água, mantê-lo bem agasalhado e realizar a mudança de decúbito;
        Para os idosos, a vacina contra a gripe pode ajudar a reduzir o risco de pneumonia em cerca de 60%, e o risco de hospitalização e morte em 50% a 68%. Por isso não deixe de tomar a vacina no posto de saúde mais próximo a sua residência e ir até um proto socorro ou comunicar seu médico caso sinta a presença sintomática da doença, evitando assim o seu agravo. Lembre-se também de não tomar medicamento por conta própria, as práticas caseiras de tratamento podem ser uma saída, mas antes discuta com seu médico essa possibilidade.

sábado, 19 de abril de 2014

Crise da meia-idade: verdade ou mito?

       Nessa matéria abordamos um assunto curioso e interessante tanto para os homens como para as mulheres que encontram-se na faixa etária entre os 40 e 60 anos de idade. A crise da meia-idade, é uma verdade ou seria um mito? Antes de responder essa dúvida, precisamos falar sobre alguns pontos importantes na criação dessa teoria.

        O pesquisador canadense Ellitott Jaques, considerado o pai da Crise da meia-idade, realizou uma pesquisa no ano de 1965, na qual os participantes eram pintores que tiveram seu comportamento avaliado em um determinado período. Passado um considerável intervalo de tempo, o cientista observou que os artistas pareciam mudar de estilo ao chegarem a um ponto intermediário da vida e, em determinado momento alguns passavam até a utilizar tons mais sombrios em suas pinturas. Para Jaques, com o passar dos anos os artistas tornavam-se mais maduros e desenvolviam uma consciência crescente da mortalidade, acompanhada principalmente de um sentimento profundo de depressão e perda.

       A partir dai, a teoria da Crise da meia idade começou a ganhar força, não somente pelo estudo realizado por Jaques, mas também por outros pesquisadores da época reforçarem a ideia de que, na meia idade, o homem sofre uma perda da vitalidade juvenil e que esse fato implica diretamente sobre seu orgulho narcísico da juventude. Ainda hoje é comum presenciarmos indivíduos que, embora não estejam literalmente perto da morte, nem sofrendo um grande declínio do corpo, encarem as mudanças naturais do envelhecimento como uma ameaça fundamental.



   
       Nesta perspectiva, acreditava-se que por volta dos 47 anos de idade, a maioria dos homens entravam em um período de batalhas no interior do seu próprio "eu" com o mundo externo. A fase da meia idade, dependendo do ponto de vista, pode ser interpretada como um momento de crise. Vários aspectos da vida são questionados, tanto pelos homens como pelas mulheres, mas o sexo masculino em especial acaba se horrorizando bem mais com a realidade que vem a se apresentar, principalmente pela perda de funções e mudanças no papel social. Este evento acaba desencadeando uma série de atitudes como, recriminações a si mesmo e aos outros no seu círculo de relacionamento.

          Atualmente as pesquisas gerontológicas acabaram com o mito da Crise da meia idade e com a ideia de que nessa fase intermediária da vida iremos passar por uma crise previsível. Estudos científicos deram uma imagem do envelhecimento em um aspecto geral e pontualmente da meia idade muito oposta daquela difundida anteriormente. Pesquisadores norte-americanos acompanharam 8 mil indivíduos há mais de 10 anos em um estudo que avaliava o Desenvolvimento Bem-sucedido na Meia-idade e garantiram que não existe qualquer prova empírica ou evidência científica de que a chegada da meia-idade signifique um período de crise. Apenas 5% da população observada, relatou algum tipo de trauma na meia-idade, e se tratava, de modo geral, de pessoas que haviam sofrido traumas ao longo de toda a vida.
 
     Contradizendo a Teoria da Crise da meia idade, os pesquisadores identificaram que os indivíduos entre os 35 e 65 anos de idade e, em particular, entre os 40 e os 60 anos, relataram um maior sentimento de bem-estar. As mulheres disseram ter descoberto que a menopausa não é o mar de tristeza e suores que lhes haviam retratado, mas sim um alívio. Grande parte apresentou uma melhora na sensação de produtividade e empenho nas atividades significativas, além da percepção de aumento do auto-controle. 
     
     Os gerontólogos reconhecem,  muitos dos indivíduos que vivenciam a meia-idade possuem um grau considerável de tensão, mas essas pessoas podem se utilizar do enfrentamento dessa tensão para gerar a sensação de sentir-se bem a seu respeito, uma vez que os eventos estressantes do cotidiano acabam permitindo que a resiliência seja usada com mais eficácia, contribuindo para o aumento da percepção de auto-confiança.
  
         Esperamos que vocês tenham gostado do conteúdo abordado, quem tiver interesse em conversar um pouco mais sobre o assunto, pode nos enviar um e-mail ou comentar abaixo da matéria que iremos responder com o maior carinho. LEMBRE-SE, independente da idade em que você esteja, nunca é tarde para realizar seus projetos pessoais e que o passar dos anos nos traz experiências para lidar com os problemas do dia-a-dia.