segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cuidador familiar, como escolher?

 

        A necessidade de escolha do cuidador de um idoso no âmbito familiar é gerada de acordo com a evolução do grau de dependência ou de como o quadro de saúde do portador se apresenta. Esse processo é dinâmico e depende de vários fatores como, experiências pessoais e práticas socioculturais vigentes em cada contexto e que causam reflexo no comportamento da família.

      A medida em que o portador de cuidados aumenta suas necessidades, as famílias agilizam o processo de decisão sobre quem é o indivíduo mais adequado para o desempenho de tal função. Os costumes e as crenças presentes no cotidiano costumam ter bastante peso no momento da decisão, por exemplo, em alguns casos o papel de cuidador principal acaba sendo ocupado pelo parceiro, que oferece os cuidados com ou sem ajuda dos filhos. Já em outros arranjos, essa é uma responsabilidade assumida por uma das filhas e seu cônjuge com ou sem ajuda dos irmãos. Entretanto observa-se também que as noras costumam prestar assistência com ou sem ajuda dos netos.

        É importante enfatizar que a escolha ou autodesignação do cuidador é algo que ocorre com certa sutileza em alguns contextos, mas pontual e contundente em outros. Todavia é certo que existem fatores chaves como, características dos membros da família e suas experiências anteriores, mediada pela cultura e pelo contexto em que se vive.

     Nos casos em que o cuidador é casado e convive com o portador, a função é assumida por questões de proximidade física, assim como a compreensão de que essa é uma obrigação do companheiro em função das relações de aliança e dos votos matrimoniais. É comum que alguns cuidadores familiares atribuam a função como dever moral e obrigação de acordo com as práticas socioculturais do seu meio.

       Podemos constatar ainda que é com naturalidade que outros membros da família participem dos cuidados de forma mais distante e facultativa, o inverso costuma ser observado quando o cuidador principal apresenta problemas de saúde ou vem a falecer ou, ainda, quando quando a carga das demandas de cuidados apresentadas pelo portador é elevada consideravelmente.